Arquivo do mês de Abril, 2011

Dia Mundial da Terra

Hoje é o Dia Mundial da Terra.

O primeiro Dia Mundial da Terra data de 1970, quando um grupo de ambientalistas se juntou para uma manifestação que tinha como objectivo sensibilizar e consciencializar a população da forma rude como o planeta estava a ser tratado. Por esta altura, os ambientalistas começaram a perceber o quão grande era o impacto da crescente industrialização desde os anos 50.

Planeta Terra – Imagem retirada do site visibleearth.nasa.gov

Desde aí, até aos dias de hoje, um longo caminho foi percorrido e actualmente a preocupação com o ambiente é maior e a população faz um esforço em cuidar da Terra.

Parabéns Terra, por este teu dia!

Boa Páscoa!

A Páscoa é uma festa religiosa Cristã e uma das tradições desta festa é oferecer e comer ovos de chocolate. Mas de onde vem esta tradição tão curiosa?

Esta tradição vem de longe, da China, onde, muito pacientemente, os seus habitantes embrulhavam os ovos em cascas de cebola e coziam-nos com beterrabas. Com este processo, os ovos ficavam enfeitados com salpicos e manchas da cor da beterraba e estavam preparados para serem oferecidos no início da Primavera. Este costume chegou ao Egipto e, depois da morte de Jesus Cristo, os egípcios trocavam estes ovos como lembrança da sua ressurreição. No século XVIII a igreja adoptou, oficialmente, o ovo, como símbolo da Páscoa.

Em pouco tempo e, com o desenvolvimento da indústria de chocolate, os ovos passaram a ser de chocolate e a encher de doçura a nossa Páscoa!

Uma Páscoa feliz para todos! =)

Workshop “escolinhas.pt” – Abril

Como tinhamos prometido anteriormente, o Workshop “escolinhas.pt” de Abril é já no próximo Sábado, dia 16, entre as 10h e as 13h. Estes workshops, realizados mensalmente, estão abertos a todos (pais, alunos, professores, gestores escolares, investigadores…) os que querem aprender mais sobre o escolinhas.pt e partilhar as suas experiências enquanto utilizadores do escolinhas.pt.

As inscrições estão já abertas e se ainda não se inscreveu, pode faze-lo aqui, preenchendo o nosso formulário de inscrição.

Contamos consigo! =)

Mitos sobre os Nativos Digitais

Abhijit Kadle (já citado aqui), num post recentemente publicado no Upside Learning Blog, discute e tenta desmontar alguns dos mitos normalmente associados aos nativos digitais. O autor, habituado a desenhar conteúdos digitais com fins pedagógicos, começa por destacar que executar esta tarefa para crianças é um desafio difícil e muito diferente de, por exemplo, desenhar e desenvolver conteúdos para formação profissional. Com base na sua experiência, Kadle identifica os mitos seguintes:

  • 1º mito: Os nativos digitais são indivíduos solitários e socialmente pouco competentes: esta ideia pode aparentar ser verdadeira observando uma criança ou adolescente que passa grande parte do seu tempo livre em frente a um computador. A realidade, no entanto, desmente esta ideia. Os jovens de hoje estabelecem relações sociais mas fazem-no de mais formas, usando as tecnologias de informação e comunicação como agentes de mediação. Conseguem inclusivamente estabelecer relações para além dos espaços físicos que habitualmente frequentam (escola e área de residência). E, para além da socialização digital, não deixam de socializar presencialmente. McGonigal (2011) refere ainda que a maior parte dos jovens de idade inferior a 18 anos quando joga em linha prefere fazê-lo com pessoas que já conhecem o que significa que as formas de relacionamento tradicionais não são desconhecidas dos nativos digitais.

  • 2º mito: Os nativos digitais têm vidas sedentárias: em parte, é verdade, mas isso é uma tendência da sociedade actual e não necessariamente uma característica exclusiva dos nativos digitais. Algumas das consolas de jogos actuais, com formas de interacção baseadas em gestos naturais, são uma forma de estimular a actividade física num contexto virtual havendo inclusivamente jogos desenhados exclusivamente para esse efeito. Destes, podem beneficiar quer os nativos digitais quer as outras gerações.

  • 3º mito: Os nativos digitais estão desligados do mundo real: na verdade, o conceito de “real” e “virtual” é mais difuso para esta geração. A existência de fronteiras indistintas entre real e virtual é algo de estranho para as gerações mais velhas mas natural para os nativos digitais. Estes, não perdem o contacto com o mundo real simplesmente integram o real e o virtual numa só realidade.

  • 4º mito: Os nativos digitais possuem défices de atenção: é uma ideia que poderá ser consequência do funcionamento em multitarefa característico dos nativos digitais e que pode aparentar falta de concentração na execução das tarefas individuais. No entanto, os nativos digitais conseguem de facto funcionar dessa forma. Kadle reforça ainda os seus argumentos com a atitude de persistência e de envolvimento que se encontra nos nativos digitais perante a utilização de um videojogo. A concentração existe desde que a tarefa seja suficientemente motivadora, algo que também é defendido por Jane McGonigal.

  • 5º mito: Os nativos digitais são iletrados: mais uma vez, Kadle reconhece alguma verdade neste mito mas discute o que se deve entender por literacia num mundo digital. Os nativos digitais são competentes no que diz respeito à literacia digital, ou seja, o domínio e compreensão da informação digital, embora possuam falhas no que diz respeito ao conceito mais tradicional de literacia. No mundo digital, qual será a forma de literacia mais importante?

Em conclusão, pode-se dizer que os nativos digitais possuem características que os distinguem das gerações anteriores. Essas diferenças implicam novas estratégias pedagógicas para os ensinar a ser adultos produtivos e integrados numa sociedade digital. Os mitos sobre os nativos digitais resultam precisamente de estarem a ser observados à luz dos critérios das gerações anteriores. No caso do ensino, é essencial encontrar formas que contribuam para desfazer esses mitos, estabelecendo pontes entre gerações e entre os mundos real e virtual. Projectos como o escolinhas.pt, que procura integrar a realidade que os nativos digitais conhecem com a escola, podem dar um importante contributo nesse sentido. Afinal, qualquer que seja a geração a que pertencemos, todos nascemos para aprender:

Referências:

Kadle, A. (2011). 5 Myths About Digital Natives, Upside Learning Blog, visto em 8 de Abril de 2011.

McGonigal, J. (2011). Reality is Broken: Why Games Make Us Better and How They Can Change the World, Penguin Books.